Dia 07 de janeiro
Como já disse Sarney certa vez, os dias passam devagar, mas os anos voam. Então, vamos conhecer um pouco mais de Santiago.
Comecei o dia andando a pé. Gosto de fazer isso para sentir melhor a cidade, as pessoas, a atmosfera. Quando se anda só de carro ou em qualquer veículo motorizado, com ar-condicionado, tudo fica mais fácil. Ainda mais quando se tem um motorista, o stress fica para o outro. Mas a pé, a coisa é diferente. Você vai saber se as pessoas são educadas quando você quiser atravessar a rua ou pedir informação. Também irá perceber melhor os detalhes, a correria, a (in)segurança e muito mais.
Debaixo de um sol de fritar ovo andei quase 5km para chegar até a central de informações turísticas da cidade. O problema é que acabei só perdendo tempo, porque não consegui as informações de que eu desejava. Eu queria saber se eles poderiam me dar maiores informações sobre trajetos para ir de bike, mas não tinham nada disso lá. Vi que o jeito era pegar ônibus e andar de bike somente nas cidades ou distâncias mais curtas. Duas razões: falta de informação e calor. Realmente estava muito quente e seco.
Depois de uma manhã dessas, para repor as energias, comi um Kebab com cerveja e Coca-Cola. Altamente recomendável, apesar de ser um pouco diferente do Kebab europeu. Mesmo lá, variava o estilo de cidade para cidade. Alguns colocavam fritas dentro do pão, outros fora, outros nem tinham essa opção.
Hora de andar mais, dessa vez pra cima. Ainda bem que um bom trecho tem a possibilidade de ir no tal do Funicular, eu diria que é uma mistura de elevador com bondinho, porque ele vai quase na vertical, em trilhos. O interessante é que ele é antigo, mas funciona e parece seguro.
E realmente vale a pena subir no Cerro San Cristóbel, o funicular pára na Terraza Bellavista (o nome não é à toa), tem-se uma visão excelente de quase toda a capital e ainda das cordilheiras, para todos os lados.
No alto fica a Virgem Maria branca, onde pode-se ver muitas pessoas rezando, deixando pedidos, acendendo velas etc.
Fiquei andando mais um pouco pra cima e para baixo, bebi água, tirei fotos, filmei, apreciei a paisagem, certamente.
Mas era preciso descer. Passei na casa do poeta Pablo Neruda, conhecida como La Chascona, fica numa rua sem saída, ao pé do morro, um lugar bem tranqüilo mesmo estando bem localizada. O bairro Bellavista é o point para os boêmios, artistas, intelectuais, muito provavelmente porque Neruda morou ali perto.
Comprei um cartão telefônico para manter contato com as pessoas do Brasil. Também tinha a opção de usar o celular ou procurar um centro de chamadas, mas é bom estar garantido com várias opções. Depois de dar um alô em casa, fui comprar uma passagem de ônibus para Valparaiso.
Aproveitei pra usar o metro da cidade e constatar que é bem funcional. Ele lembra a maioria dos metros das principais capitais do mundo, com os vagões produzidos em São Paulo e as estações bem artísticas, com pinturas e arquitetura diferenciada.
A estação do metro é embaixo da rodoviária, basta descer do vagão, subir as escadas e pronto, está lá dentro, não vê nem a rua, nem a calçada. Comprei e voltei ao hotel, de metro também, já tinha andando bastante por um dia.


