Dia 14 de janeiro - San Fernando -> Santiago
Já é o último dia no Chile. Amanhã embarco às 7h25 da manhã. Tanto que vou ficar direto no aeroporto. Fiz isso também quando fui pra França, esperei no aeroporto de Amsterdã, que foi por onde voltei.
E, de volta ao Chile, levantei como era de se esperar às 8h00. Tomei café e fui em busca de dólares em espécie para pagar o hotel, já que o mesmo não aceitava cartão. Como estava difícil achar, saquei em pesos com o cartão TravelMoney, bem funcional isso. O cartão tem dólares e é possível sacar na moeda local.
Depois do check-out deixei a bike no hotel ainda, pra poder andar um pouco pela cidade com mais tranqüilidade. Almocei um hambúrguer com uma espécie de vagem típica do país. Fica pseudo-light. Fui ao centro de chamadas, que tem internet também, me comuniquei com as pessoas, família e namorada.
O sol sempre muito escaldante e as sombras nas praças muito acolhedoras. Passei numa lojinha de livros. Encontrei na vitrine alguns do Paulo Coelho e escritores chilenos e de língua espanhola. Comprei um do Gabriel García Marques, Crônica de uma morte anunciada. E, como não poderia deixar de ser, um de Pablo Neruda, Confesso que vivi. Uma autobiografia. Algum dia espero conseguir ler inteiro.
Lá pelas 16h fui comer um congrio com vinho sauvignon blanc, com arroz e batatas fritas. Pão com manteiga pra ir se distraindo antes do prato principal. E tudo saiu por 7000, bom preço. Nos livros gastei 10000, 5000 em cada. Algo em torno de 20 reais. No Brasil o livro de Neruda sai por, no mínimo, 50 reais.
Depois de já ter comprado livros e ter feito uma ótima refeição, fui em busca de algum livro sobre a culinária chilena. Em San Fernando não encontrei nada.
Resolvi ir pra Santiago, aeroporto. Na estação cheguei às 18h10, o trem saía às 18h20. Deu tempo para comprar a passagem, guardar a bike e embarcar. Eu já estou prático com esse esquema de monta e desmonta. E a habilidade em guardar uma garrafa de vinho Gris e outra de Pisco que soquei na mala.
O relógio da estação do metrotrem de Santiago marcava 20h30. Peguei um taxi até o aeroporto por 10000 pesos, o único problema foi colocar a bike no banco traseiro, mas com a delicadeza de alguns empurrões deu certo.
Em meia hora eu já estava no aeroporto. Agora eu tinha tempo suficiente para organizar tudo, dividir os pesos, comer novamente e esperar.
Novamente fui em busca do livro de receitas chilenas. Na banca não tinha, mas o atendente, falando rápido demais e eu quase não entendi, falou que iria ver no estoque. E tinha! Paguei 15000 pesos nele, mas é muito bom, com ótimas fotos e histórico da culinária.
Fiquei esperando, ouvindo musica, tomei café, muito café, vendo os livros, o movimento, o tempo... Apenas troquei a camiseta, escovei os dentes e fui até o check-in. Paguei a taxa para levar a bike e às 5h40 eu estava na sala de embarque.
O avião não atrasou muito. Agora só pensava no meu quarto, num banho, nas histórias pra contar e em fazer um Pisco Sour.




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