Dia 10 de janeiro - De volta a Santiago (Cousiño Macul)
Às 8h00 tomei café, muito bom, levando em conta os que tive até agora. Mais completo e serviço ótimo.
Arrumei tudo, paguei o hotel e fui pedalando até a estação, que era bem pertinho. Deu tempo pra tirar umas fotos pelo caminho ainda.
Desmontei a bicicleta na porta da estação, entrei e peguei o ônibus que mais uma vez foi pontual.
Durante a viagem, ao meu lado, tinha um menino de uns 12 anos, creio eu, chamado Pepe. Pelo menos era assim que a irmã e a mãe o chamavam. Ele ficou ouvindo música e cantando, o problema era ele cantando.
Pra não ter que aturar mais aquilo, ouvi música também (mas sem ficar cantando junto). Na TV do ônibus estava passando Rocky Balboa, mais um motivo pra ouvir música.
De volta a Santiago, montei a bike, as pessoas olhando a cena insólita de uma bike sendo montada.
Pedalei até o hotel, caminho que agora já conheço relativamente bem. Guardei a bike no cantinho, tomei banho e fui pro metrô. Fui em sentido ao sul lá pras últimas estações. Na estação Quillin encontrei Carlos. Perguntei a ele como fazia para chegar até a Cousiño Macul, foi quando ele não apenas indicou, mas me acompanhou e pagou a passagem do ônibus, que aceitava apenas o cartão próprio (chamado BIP). Esses micro ônibus são bem funcionais. Tem vários e passam por tudo que é lugar. Eu parei em frente à vinícula, bastou atravessar a avenida.
Carlos e eu no micro ônibus a caminho da Cousiño Macul
Como não sabia quanto tempo iria demorar para chegar, tive que esperar até o horário marcado, mas foi meia hora de espera fora apenas. Do hotel até lá, demorei cerca de 50 min, isso me perdendo um pouco e usando transporte público, o que me fez desembolsar cerca de 2 reais, tendo em vista que Carlos pagou a passagem do ônibus, mas teria dado uns 4 reais.
Tirei umas fotos já na portaria, no caminho até a recepção, porque turista é assim mesmo, mesmo quando chega a pé. Eu devo ter sido o único. Pelo menos naquele dia.
Escolhi a Cousiño Macul por ter fácil acesso e ser uma das mais antigas vinícolas do Chile, fundada em 1856 e continua nas mãos da família que fundou.
O passeio foi legal, mas bem curto. Ganhamos uma taça que foi usada nas degustações. Experimentamos um que chama GRIS, vendido somente no Chile, que é excelente. Deveriam vender pra cá.
O guia perguntou quem era do Brasil, em primeiro lugar, só eu levantei a mão. Depois ele perguntou de outros locais. Acho que vai muito brasileiro lá.
Vimos os processos de produção antigo e recente, fomos até a adega subterrânea, onde a família guarda as preciosidades.
Degustamos, além do GRIS, um Cabernet Sauvignon, Reserva, muito bom. Sem contar que o preço lá, é no mínino a metade do que é aqui.
Depois de ficar sem almoçar, beber vinho e estar sob um sol de 40 graus, fui a pé uns 2km até o metro. Mas isso só foi possível porque tem muita sombra no caminho.
E em menos de 1 hora, estava no centro comendo. Voltei ao hotel, tomei banho e vi TV. Estava passando um programa local sobre cidades e drinques, muito interessante. Mostravam Santiago, uns lugares chics e badalados, o pisco sour e uma outra chamada viña. Foram até a Concha Y Toro mostrar a lenda do Casillero Del Diablo e degustaram um Don Melchor!!! Estarei lá amanhã, mas duvido que sirvam esse vinho para os pobres mortais visitantes (apesar de cobrarem ingresso).




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