Relatos de viagens ciclísticas.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Dia 05 de janeiro

Mesmo uma grande jornada com um simples passo. E lá pelas 5h da manhã já dei o meu primeiro passo, da cama até o banheiro.
Como já havia feito as malas na noite anterior (não que já fosse dia de fato, porque estava escuro e pra mim acordar a uma hora dessas é bizarro), não demorei até me arrumar e ir para o Terminal Rodoviário de Ribeirão Preto. Levei a bicicleta, os alforges, uma mochila e um camelbak, também conhecido como bolsa de hidratação.
Ônibus confortável e pontual, estava descansando bem no ar-condicionado até que um dos pneus do ônibus furou. Ainda bem que foi em frente ao Hopi Hari, porque no pior das hipóteses passaria o dia lá e deixaria de lado esse negócio de ir pro Chile.
Foi só o tempo de descer do ônibus, pegar as malas, logo pararam dois ônibus da mesma empresa que levaram os passageiros até São Paulo. Por isso é sempre bom ter uma margem de tempo em translados.
Fiquei carregando esse monte de malas e a bike pela rodoviária de São Paulo para poder comprar a passagem até o aeroporto. Depois de muito exercício físico consegui. Isso sem contar o esforço mental também, porque quando cheguei ao guichê, tinha um americano que não conseguia se comunicar com o atendente e eu tive que ajudar com o meu inglês (enrolês), mas de qualquer forma eles se entenderam.
Esperei até o horário do ônibus. Depois esperei mais no aeroporto. Fiz check-in, paguei R$100 pra levar a bicicleta e vou pagar na volta também.
Esperei mais.
Meu iPod e eu lá, esperando... Ainda bem que cabe música pro mês todo naquilo!
Embarquei e aí sim senti firmeza na viagem!
Apesar de que não consegui descansar muito, porque teve escala em Buenos Aires, lanchinho, papel pra preencher... Dormir mesmo, só no hotel, talvez, ou não.
Chegando no aeroporto de Santiago, duas preocupações. Primeira, bagagens, será que chega tudo e inteiro? Segunda, será que irei conseguir trocar dinheiro pra pagar o taxi?
Ainda bem que ambas as coisas deram certo. O mais legal é a desvalorização do peso. Tudo parece tão caro. Paguei 11 mil de taxi! Fazendo os cálculos arredondados, dá uns 45 reais. Normal, eu diria até que barato, porque fui do aeroporto até o centro, de madrugada.
Como tinha reserva no hotel, nem me preocupei com isso. Cheguei lá direto e ainda bem que esse negócio de reserva pela internet funciona, tem alguém pra ler e imprimir o papel!
Só entrei no quarto, joguei as malas pra um lado, me joguei pro outro e amanhã será um longo dia para conhecer um pouco da capital chilena.