Vigésimo terceiro dia (14/08): rumo Fougères
Ainda estou me acostumando com a barraca e sou presenteado com uma bela chuva durante a noite. A barraca amanheceu molhada, mas até aí tudo bem, eu ia esperar um pouco, o sol ia secar rapidinho, o problema foi que não vinha o sol, vinha mais chuva. Tentei desmontar tudo antes que começasse a chover mais, mas a chuva foi mais rápida. E foi só pra molhar a barraca mesmo, porque mais uns 15 minutos depois parou e saiu sol. Guardei tudo e segui meu caminho. Mais uns 20 minutos e choveu. Aí sim a coisa ficou feia. Guardei os mapas e roupas que estavam fora pra secar, coloquei tudo em sacolas que já estavam estrategicamente posicionadas para isso, apesar de que pensei que não iria usar. É sempre bom estar prevenido. Pedalei por mais uma hora, sem ter onde parar, porque a estrada não tinha nem acostamento, nem ponto de ônibus, nada. Cheguei em Antrain, logo na entrada da cidade havia um banheiro público aparentemente recém construído, com telhado, era o que eu precisava. Parei lá, comi, fui ao banheiro e esperei mais um tempo, cerca de 40 minutos parado. Enquanto eu estava lá, param três carros, acho que pra almoçar também. Dois estavam juntos, outro parou sozinho, e era inglês, com o volante na direita, muito engraçado isso. Encontrei vários carros assim nessa região da França. Deve ser bem complicado pra eles se acostumarem, lembrarem que estão em outro sistema de trânsito e mesmo pra poder fazer uma ultrapassagem.
Enfim, como a minha jornada de hoje era relativamente curta, não me importei em ficar um tempo parado, esperando a chuva passar. Com tudo isso e os 46,88km rodados em 2h46 cheguei em Fougères mais ou menos às 14h30. Fui direto ao centro da cidade, encontrei uma padaria da rede La Mia Caline, comprei um pacote promoção, um salgado, uma sobremesa e uma bebida. O salgado foi um pão com batata e uns pedacinhos de lingüiça, de sobremesa um maxi pain au chocolat e pra beber Coca-Cola, normal mesmo, de garrafa, 50cl. A nossa é de 600ml!!! Tudo aqui é menor, latinha, garrafa, só o preço é maior mesmo. Mas logo volto ao padrão americano e mais barato.
Fui no Office de Turisme, que era bem perto ali no centro, pedi mapas e informações. Fui ao camping arrumar a barraca e deixar as coisas lá pra ficar mais leve. Custou 4,65€, muito bom o preço e o lugar. Banheiros bem mais organizados, limpos e até divididos pra homens e mulheres.
Antes de mais nada, procurei algum lugar aberto que tivesse computador pra usar, mas estava quase tudo fechado, inclusive as lan houses. Amanhã é feriado e muita gente já parou, até parece o Brasil. Voltei ao Office de Turisme e perguntei onde eu poderia usar um computador. Ela disse que estava tudo fechado mesmo e eles até tem computadores lá pra usar internet, mas não tem USB. Então ela deixou eu usar o computador do próprio escritório, o que foi uma ajuda e tanto pra mim. Pude liberar o cartão pra tirar fotos do Château de Fougères e ainda conferir o que havia no pendrive que achei na estrada. É apenas um clip de alguma banda. Quando chegar em casa eu vejo e deleto.
Fiz o tour pela cidade, vi a parte medieval, o castelo, as igrejas, tudo que era interessante de ser visto. Depois passei no La Poste, recarreguei o cartão com mais 7,5€ e liguei pro meu amore, mas ninguém atendeu. Depois liguei pra casa, falei com o pai. Ele atendeu porque o Evandro trabalha, a Leilane devia estar no estágio e a mãe tá expondo e vendendo os artesanatos no Santa Úrsula Shopping, só sobrou ele mesmo pra atender. Falamos até que por um bom tempo.
Depois fui tomar banho, me arrumar, arrumar as coisas para o dia seguinte, que roupa usar, roteiro, essas coisas. Vi que o caminho seria bem tranqüilo, seguindo a rua do camping e indo tout droit, como dizem aqui.
Voltei ao centro, era meio longe, certa de uns 3km, mas de bike eu ia rapidinho, apesar da subida. Dei mais umas voltas, peguei mais umas imagens e comi um Kebab. Gastei 4,5€ com fritas. Salvem os Kebabs, é muito bom isso, barato e alimenta bem. Sem contar que ele fica no centro, na rua do Office de Turisme, as construções lá são todas bem antigas, é ponto de referência turística aquela rua. Pude me alimentar bem, barato e ainda admirar a arquitetura do lugar.
Voltei ao camping, escovei os dentes e liguei para o meu amore. No início tava tudo bem a conversa, depois acho que ela estressou porque tava atrasada pra reunião, ficavam tocando a campainha e ninguém atendia, então ela descontou tudo em cima de mim. Disse que toda viagem eu não dou bola pra ela, eu esqueço, não mando notícias, essas coisas. Disse que eu não respondi os e-mails que ela mandou. Mas pra mim foi difícil, porque passei por cidades pequenas que não tem essas coisas e com esse feriado estava tudo fechado. Em St. Malo que deveria ter algum lugar aberto, dei apenas umas passada, fiquei cerca de uma hora e meia andando e filmando tudo por lá. Depois fiquei no meio do nada de novo. Foi por isso que resolvi recarregar o cartão e dar notícias, mas parece que ela não gostou muito, sei lá, acho que foi mesmo o estresse e saudade juntamente com os problemas que ela tem que enfrentar, tudo acabou caindo em cima de mim, como eu já disse. Só achei um pouco complicado isso, porque ela diz que quando viaja sempre encontra uma lanhouse e manda e-mail, em Londres ela preferiu mandar e-mail em vez de passear com os pais. Se eu estivesse em Londres, com certeza iria numa lanhouse, porque é bem mais fácil de se encontrar do que na zona rural da França e mais barato do que telefonar. Sem contar que, como ela mesma disse, e-mails podem ser lidos a qualquer hora, na hora que der, telefone tem que estar os dois na mesma hora disponíveis. Concordo com ela, mas realmente não encontrei onde usar computador com internet. Porque quando descobri o do Office de Turisme já tava na hora de fechar.
Bom, daqui pra frente vou apenas mandar e-mails pra ela, se eu conseguir. Se não ligo no dia 21 apenas. Porque depois de ter escutado tanto desaforo no telefone, fiquei traumatizado. Sei que ela é insegura e deve achar que estou sendo cobiçado e estou aprontando todas por aqui, mas não tem nada disso. Estou apenas pedalando o dia todo, vendo um pouco de cada cidade que passo, registro alguma coisa e depois ainda tenho que montar e desmontar tudo, todo dia, nessa rotina de férias. A única barraca que estou armando é a que uso para dormir.
Enfim, como a minha jornada de hoje era relativamente curta, não me importei em ficar um tempo parado, esperando a chuva passar. Com tudo isso e os 46,88km rodados em 2h46 cheguei em Fougères mais ou menos às 14h30. Fui direto ao centro da cidade, encontrei uma padaria da rede La Mia Caline, comprei um pacote promoção, um salgado, uma sobremesa e uma bebida. O salgado foi um pão com batata e uns pedacinhos de lingüiça, de sobremesa um maxi pain au chocolat e pra beber Coca-Cola, normal mesmo, de garrafa, 50cl. A nossa é de 600ml!!! Tudo aqui é menor, latinha, garrafa, só o preço é maior mesmo. Mas logo volto ao padrão americano e mais barato.
Fui no Office de Turisme, que era bem perto ali no centro, pedi mapas e informações. Fui ao camping arrumar a barraca e deixar as coisas lá pra ficar mais leve. Custou 4,65€, muito bom o preço e o lugar. Banheiros bem mais organizados, limpos e até divididos pra homens e mulheres.
Antes de mais nada, procurei algum lugar aberto que tivesse computador pra usar, mas estava quase tudo fechado, inclusive as lan houses. Amanhã é feriado e muita gente já parou, até parece o Brasil. Voltei ao Office de Turisme e perguntei onde eu poderia usar um computador. Ela disse que estava tudo fechado mesmo e eles até tem computadores lá pra usar internet, mas não tem USB. Então ela deixou eu usar o computador do próprio escritório, o que foi uma ajuda e tanto pra mim. Pude liberar o cartão pra tirar fotos do Château de Fougères e ainda conferir o que havia no pendrive que achei na estrada. É apenas um clip de alguma banda. Quando chegar em casa eu vejo e deleto.
Fiz o tour pela cidade, vi a parte medieval, o castelo, as igrejas, tudo que era interessante de ser visto. Depois passei no La Poste, recarreguei o cartão com mais 7,5€ e liguei pro meu amore, mas ninguém atendeu. Depois liguei pra casa, falei com o pai. Ele atendeu porque o Evandro trabalha, a Leilane devia estar no estágio e a mãe tá expondo e vendendo os artesanatos no Santa Úrsula Shopping, só sobrou ele mesmo pra atender. Falamos até que por um bom tempo.
Depois fui tomar banho, me arrumar, arrumar as coisas para o dia seguinte, que roupa usar, roteiro, essas coisas. Vi que o caminho seria bem tranqüilo, seguindo a rua do camping e indo tout droit, como dizem aqui.
Voltei ao centro, era meio longe, certa de uns 3km, mas de bike eu ia rapidinho, apesar da subida. Dei mais umas voltas, peguei mais umas imagens e comi um Kebab. Gastei 4,5€ com fritas. Salvem os Kebabs, é muito bom isso, barato e alimenta bem. Sem contar que ele fica no centro, na rua do Office de Turisme, as construções lá são todas bem antigas, é ponto de referência turística aquela rua. Pude me alimentar bem, barato e ainda admirar a arquitetura do lugar.
Voltei ao camping, escovei os dentes e liguei para o meu amore. No início tava tudo bem a conversa, depois acho que ela estressou porque tava atrasada pra reunião, ficavam tocando a campainha e ninguém atendia, então ela descontou tudo em cima de mim. Disse que toda viagem eu não dou bola pra ela, eu esqueço, não mando notícias, essas coisas. Disse que eu não respondi os e-mails que ela mandou. Mas pra mim foi difícil, porque passei por cidades pequenas que não tem essas coisas e com esse feriado estava tudo fechado. Em St. Malo que deveria ter algum lugar aberto, dei apenas umas passada, fiquei cerca de uma hora e meia andando e filmando tudo por lá. Depois fiquei no meio do nada de novo. Foi por isso que resolvi recarregar o cartão e dar notícias, mas parece que ela não gostou muito, sei lá, acho que foi mesmo o estresse e saudade juntamente com os problemas que ela tem que enfrentar, tudo acabou caindo em cima de mim, como eu já disse. Só achei um pouco complicado isso, porque ela diz que quando viaja sempre encontra uma lanhouse e manda e-mail, em Londres ela preferiu mandar e-mail em vez de passear com os pais. Se eu estivesse em Londres, com certeza iria numa lanhouse, porque é bem mais fácil de se encontrar do que na zona rural da França e mais barato do que telefonar. Sem contar que, como ela mesma disse, e-mails podem ser lidos a qualquer hora, na hora que der, telefone tem que estar os dois na mesma hora disponíveis. Concordo com ela, mas realmente não encontrei onde usar computador com internet. Porque quando descobri o do Office de Turisme já tava na hora de fechar.
Bom, daqui pra frente vou apenas mandar e-mails pra ela, se eu conseguir. Se não ligo no dia 21 apenas. Porque depois de ter escutado tanto desaforo no telefone, fiquei traumatizado. Sei que ela é insegura e deve achar que estou sendo cobiçado e estou aprontando todas por aqui, mas não tem nada disso. Estou apenas pedalando o dia todo, vendo um pouco de cada cidade que passo, registro alguma coisa e depois ainda tenho que montar e desmontar tudo, todo dia, nessa rotina de férias. A única barraca que estou armando é a que uso para dormir.


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