Vigésimo oitavo dia (19/08): rumo a Muides-sur-Loire
Como sempre, além de ficar acordando durante a noite, vi no relógio que eram 6h e pouco, voltei a dormir. Só quando já eram 7h e pouquinho é que tomei vergonha na cara e levantei pra arrumar as coisas, já que demora mesmo. Dessa vez comprei umas coisas pra comer da boulangère que foi até o camping, é uma coisa normal aqui a padaria ir até o camping, porque as pessoas querem pão logo cedo. O problema é que as pessoas que vão em camping são aquelas que vão bem equipadas, ou seja, elas tem fogãozinho, panela, mantimentos, tudo. Eu queria sanduíche, mas só tinha baghette e pain au chocolat e croissant, claro. Comprei croissant e pain au chocolat, só pra variar um pouco. Gastei 1,65€.Acabei de arrumar tudo e segui para o primeiro grande castelo do trajeto, Amboise. Cheguei pra almoçar, um pouco antes até, comprei um sanduíche num lugar muito bem decorado, moderno, em contraste com o grande castelo em frente. Paguei 3,5€ e estava muito bom. Filmei o castelo, um pouco da cidade, e não tinha mais o que fazer a não ser seguir.
Cheguei em Chaumont-sur-Loire às 12h30 depois de ter rodado 40,54km. Percebe-se que a pedalada rende mesmo. Mal passava do meio dia e eu já tinha feito tudo isso, levando em conta que saio tarde, é bem tranqüilo. Parei nesse pequeno vilarejo por alguns motivos: o castelo, a chuva e a comida. O castelo eu tinha fotografado já do outro lado do rio, mas a chuva estava vindo, então resolvi parar, comer e descansar. Acabou nem vindo chuva, melhor assim, só descansei e comi mesmo. E o sol continuava brilhando e refletindo no Loire e às vezes na minha cara também, mas é bom, melhor que chuva. Inclusive hoje o tempo estava muito bom, não sei se porque ontem eu tive uma experiência um pouco ruim, mas eu olhava para os lados e tava tudo aberto, poucas nuvens, o vento vinha, mas as nuvens carregadas não.
Antes das 14h eu já estava em Blois. Uma bela cidade, deu vontade de parar por aqui mesmo e ficar mais tempo aproveitando, mas o problema é que estou quase no final da viagem e não tenho mais muito tempo. E a vontade de fazer e ver ainda muitas coisas é grande. E não sei como será o clima, o que pode acontecer nesse trajeto, coisas como furar pneu, ficar sem camping, sei lá, tudo pode acontecer. Filmei, tirei foto e lá veio a chuva. Estava na hora dela, depois do almoço normalmente é o segundo período. Aproveitei e fui pra estação resolver a vida em relação a minha ida até Amsterdã, afinal de contas já estou com o dinheiro que saquei em Tours e creio que se for deixar pra comprar somente em Orléans pode ser tarde demais, não dar certo, sei lá, melhor garantir agora, numa cidade menor mesmo, mais tranqüila, mais tempo pra ficar no caixa pensando e conversando com o atendente. E foi muito bom mesmo. Vi os dias e horários que eu tinha pensado e visto na internet já, acabei optando pelo dia 21 às 10h36, de Orléans a Paris. Terei que ir da Gare D’Austelitz até a Gare du Nord, desmontar a bike e embarcar para Amsterdã. Terei 1h10 pra fazer isso. Ir de uma Gare a outra, desmontar a bike e achar a plataforma de embarque. Outra opção seria ir no dia 20, no final da tarde, mas aí eu chegaria em Amsterdã às 23h. Imagine eu lá, a essa hora, ia dormir na rua. Dessa forma que escolhi vou chegar lá às 17h, ainda claro, mais fácil de achar as coisas. E outra, prefiro ficar mais tempo na França, no Loire. Em outra oportunidade eu vou pra Holanda especificamente.
Paguei 110,10€ na passagem e mais 1€ no capuccino que tomei.
Não vai dar pra ver muito da cidade, porque até eu montar a bike, achar um lugar pra ficar, comer, vai estar tarde, mas pelo menos passarei por lá. E terei que levantar cedo pra ir ao aeroporto, desmontar bem a bike e despachar tudo, embarco às 10h, isso vai ser mais complicado ainda, dependendo da distância que eu estiver do aeroporto, mas depois que eu estiver no avião, já é meio caminho andando. Depois só terei que resolver a questão de ir até a rodoviária de São Paulo, com todas as bagagens e pegar o ônibus pra Ribeirão Preto, com todas as bagagens. Mas aí acabou.
E o dia aqui ainda não acabou. Tomei o capuccino, esperei a chuva passar, não demorou muito, aproveitei pra telefonar pra casa. Depois telefonei pro escritório da Neusa, mas o Xuxa que atendeu. Falei até bastante com ele, ele disse que a Neusa tava passando mal, meio doente, deve ser a saudade. Ainda tinha uns 4 minutos no cartão, resolvi ligar para o meu amore, mas ninguém atendeu. Liguei no celular e também não deu nada. Mas tudo bem, amanhã eu procuro alguma Lan House em Orléans e/ou telefone pra ela.
O tempo estava bom, estava cedo, já tinha registrado as principais coisas da cidade, o caminho era bom, os quilômetros passam rápido, resolvi ir até Chambord de uma vez por todas. Porque assim, amanhã terei mais tempo pra poder organizar as coisas. Já ganho um bom tempo.
Cheguei em Chambord, peguei um caminho para bicicletas que passa por dentro da floresta de Chambord, muito legal isso, lindo, mas tive que esperar um pouco a garoa que começou a cair. E isso não era um bom sinal porque indicava que poderia vir mais. Enquanto o tempo estava bom, fui filmando e tirando fotos. Da frente, do lado, de trás, das coisas perto, da mata, floresta, pessoas. Aí começou a chover pra valer. Parei debaixo de um telhado do centro de informações e aproveitei pra comer o lanchinho que eu havia comprado em Blois na La Mia Caline, eu gostei dessa grife de padaria, eles dão sacolas amarelas, boas pra guardas as coisas.
O meu problema agora era quanto ao camping. Ali perto não tinha nada, tudo reserva natural, eu teria que ir até uma cidade um pouco fora do caminho uns 9km. Mas fui pesquisando nos guias de campings que eu havia pego e achei um muito bom em Muides-sur-Loire. Eu havia me confundido com outro camping nessa mesma cidade que é de 4 estrelas, bem caro, mais de 20€. Achei que não teria jeito, mas havia também um camping municipal, na borda do Loire e por 5,5€, perfeito. Fui voando pra lá, porque já passavam das 19h, e mesmo sabendo que a recepção fica aberta até mais tarde, o problema era pegar lugar, arrumar as coisas, ir jantar, tudo isso demanda tempo. Só pra chegar lá já demorei uns 20 e poucos minutos. Fiz o registro, paguei, montei a barraca, tomei banho, fui jantar. Tinha um restaurante bem ao lado do camping, mas o menu mais barato era de 30€. Andei mais um pouco e parei num lugar que era Bar e Restaurante. Aí foi rootZ. Tinha só uns caras bebendo e falando alto. O dono mesmo bebia junto e até jogou sinuca com um cliente depois. Escolhi o menu de 14€ e um vinho de 2,5€ de 25cl da região de Touraine. De entrada veio a saladinha com alface, tomate, ovo (em conserva dessa vez), milho, presunto e azeite. Claro que o pão sempre acompanha. Pedi água da torneira pra beber também. Com a salada bebi água, pra economizar o vinho.
O prato principal eram uns bolinhos de batata fritos, bem bonitos e saborosos e carne de Agneau, umas tirinhas. Acho que era tudo congelado e ele só esquenta ou frita. Porque o molho da carne tinha gosto de coisa pronta. Isso que é foda desses lugares. Porque o dia que peguei o menu de 13€ foi tudo muito bom, feito por eles mesmo, na hora. Mas tudo bem, não tinha outro lugar mais barato pra comer mesmo e lá parecia bem limpinho. Depois ainda veio uma seleção de 3 queijos, emmenthal, cammembert e brie. E pra finalizar uma taça de sorvete sabor pistache e passas ao rum, escolha minha.
Durante o meu jantar surgiu uma família, acho que de alemães, muito grande, vieram, beberam umas coisas e foram embora. Ficaram só os bêbados mesmo e eu.
Acabei de jantar já eram 22h. Voltei até o camping, escovei os dentes e dormi, porque além de escuro, precisava descansar depois de um dia cheio. Pedalei bastante, 94,08km em 5h15. Mas como pode se notar novamente, é bem mais tranqüilo pedalar por aqui. E esse tempo é o total, contando quando ando mais devagar nas cidades, até empurrando a bike algumas vezes.
E os gastos do dia foram relativamente baixos, teve o pseudo-café-da-manhã por 1,65€, o sanduíche por 3,5€, o jantar da La Mia Caline (sanduíche e maxi pain au chocolat) 5€, o capuccino 1€, o camping 4,60€ e o jantar que foi o supra-sumo dos gastos 16,50€, o que totaliza 36,25€. Foi bastante sim. Tenho que dar uma maneirada de novo.
Cheguei em Chaumont-sur-Loire às 12h30 depois de ter rodado 40,54km. Percebe-se que a pedalada rende mesmo. Mal passava do meio dia e eu já tinha feito tudo isso, levando em conta que saio tarde, é bem tranqüilo. Parei nesse pequeno vilarejo por alguns motivos: o castelo, a chuva e a comida. O castelo eu tinha fotografado já do outro lado do rio, mas a chuva estava vindo, então resolvi parar, comer e descansar. Acabou nem vindo chuva, melhor assim, só descansei e comi mesmo. E o sol continuava brilhando e refletindo no Loire e às vezes na minha cara também, mas é bom, melhor que chuva. Inclusive hoje o tempo estava muito bom, não sei se porque ontem eu tive uma experiência um pouco ruim, mas eu olhava para os lados e tava tudo aberto, poucas nuvens, o vento vinha, mas as nuvens carregadas não.
Antes das 14h eu já estava em Blois. Uma bela cidade, deu vontade de parar por aqui mesmo e ficar mais tempo aproveitando, mas o problema é que estou quase no final da viagem e não tenho mais muito tempo. E a vontade de fazer e ver ainda muitas coisas é grande. E não sei como será o clima, o que pode acontecer nesse trajeto, coisas como furar pneu, ficar sem camping, sei lá, tudo pode acontecer. Filmei, tirei foto e lá veio a chuva. Estava na hora dela, depois do almoço normalmente é o segundo período. Aproveitei e fui pra estação resolver a vida em relação a minha ida até Amsterdã, afinal de contas já estou com o dinheiro que saquei em Tours e creio que se for deixar pra comprar somente em Orléans pode ser tarde demais, não dar certo, sei lá, melhor garantir agora, numa cidade menor mesmo, mais tranqüila, mais tempo pra ficar no caixa pensando e conversando com o atendente. E foi muito bom mesmo. Vi os dias e horários que eu tinha pensado e visto na internet já, acabei optando pelo dia 21 às 10h36, de Orléans a Paris. Terei que ir da Gare D’Austelitz até a Gare du Nord, desmontar a bike e embarcar para Amsterdã. Terei 1h10 pra fazer isso. Ir de uma Gare a outra, desmontar a bike e achar a plataforma de embarque. Outra opção seria ir no dia 20, no final da tarde, mas aí eu chegaria em Amsterdã às 23h. Imagine eu lá, a essa hora, ia dormir na rua. Dessa forma que escolhi vou chegar lá às 17h, ainda claro, mais fácil de achar as coisas. E outra, prefiro ficar mais tempo na França, no Loire. Em outra oportunidade eu vou pra Holanda especificamente.
Paguei 110,10€ na passagem e mais 1€ no capuccino que tomei.
Não vai dar pra ver muito da cidade, porque até eu montar a bike, achar um lugar pra ficar, comer, vai estar tarde, mas pelo menos passarei por lá. E terei que levantar cedo pra ir ao aeroporto, desmontar bem a bike e despachar tudo, embarco às 10h, isso vai ser mais complicado ainda, dependendo da distância que eu estiver do aeroporto, mas depois que eu estiver no avião, já é meio caminho andando. Depois só terei que resolver a questão de ir até a rodoviária de São Paulo, com todas as bagagens e pegar o ônibus pra Ribeirão Preto, com todas as bagagens. Mas aí acabou.
E o dia aqui ainda não acabou. Tomei o capuccino, esperei a chuva passar, não demorou muito, aproveitei pra telefonar pra casa. Depois telefonei pro escritório da Neusa, mas o Xuxa que atendeu. Falei até bastante com ele, ele disse que a Neusa tava passando mal, meio doente, deve ser a saudade. Ainda tinha uns 4 minutos no cartão, resolvi ligar para o meu amore, mas ninguém atendeu. Liguei no celular e também não deu nada. Mas tudo bem, amanhã eu procuro alguma Lan House em Orléans e/ou telefone pra ela.
O tempo estava bom, estava cedo, já tinha registrado as principais coisas da cidade, o caminho era bom, os quilômetros passam rápido, resolvi ir até Chambord de uma vez por todas. Porque assim, amanhã terei mais tempo pra poder organizar as coisas. Já ganho um bom tempo.
Cheguei em Chambord, peguei um caminho para bicicletas que passa por dentro da floresta de Chambord, muito legal isso, lindo, mas tive que esperar um pouco a garoa que começou a cair. E isso não era um bom sinal porque indicava que poderia vir mais. Enquanto o tempo estava bom, fui filmando e tirando fotos. Da frente, do lado, de trás, das coisas perto, da mata, floresta, pessoas. Aí começou a chover pra valer. Parei debaixo de um telhado do centro de informações e aproveitei pra comer o lanchinho que eu havia comprado em Blois na La Mia Caline, eu gostei dessa grife de padaria, eles dão sacolas amarelas, boas pra guardas as coisas.O meu problema agora era quanto ao camping. Ali perto não tinha nada, tudo reserva natural, eu teria que ir até uma cidade um pouco fora do caminho uns 9km. Mas fui pesquisando nos guias de campings que eu havia pego e achei um muito bom em Muides-sur-Loire. Eu havia me confundido com outro camping nessa mesma cidade que é de 4 estrelas, bem caro, mais de 20€. Achei que não teria jeito, mas havia também um camping municipal, na borda do Loire e por 5,5€, perfeito. Fui voando pra lá, porque já passavam das 19h, e mesmo sabendo que a recepção fica aberta até mais tarde, o problema era pegar lugar, arrumar as coisas, ir jantar, tudo isso demanda tempo. Só pra chegar lá já demorei uns 20 e poucos minutos. Fiz o registro, paguei, montei a barraca, tomei banho, fui jantar. Tinha um restaurante bem ao lado do camping, mas o menu mais barato era de 30€. Andei mais um pouco e parei num lugar que era Bar e Restaurante. Aí foi rootZ. Tinha só uns caras bebendo e falando alto. O dono mesmo bebia junto e até jogou sinuca com um cliente depois. Escolhi o menu de 14€ e um vinho de 2,5€ de 25cl da região de Touraine. De entrada veio a saladinha com alface, tomate, ovo (em conserva dessa vez), milho, presunto e azeite. Claro que o pão sempre acompanha. Pedi água da torneira pra beber também. Com a salada bebi água, pra economizar o vinho.
O prato principal eram uns bolinhos de batata fritos, bem bonitos e saborosos e carne de Agneau, umas tirinhas. Acho que era tudo congelado e ele só esquenta ou frita. Porque o molho da carne tinha gosto de coisa pronta. Isso que é foda desses lugares. Porque o dia que peguei o menu de 13€ foi tudo muito bom, feito por eles mesmo, na hora. Mas tudo bem, não tinha outro lugar mais barato pra comer mesmo e lá parecia bem limpinho. Depois ainda veio uma seleção de 3 queijos, emmenthal, cammembert e brie. E pra finalizar uma taça de sorvete sabor pistache e passas ao rum, escolha minha.
Durante o meu jantar surgiu uma família, acho que de alemães, muito grande, vieram, beberam umas coisas e foram embora. Ficaram só os bêbados mesmo e eu.
Acabei de jantar já eram 22h. Voltei até o camping, escovei os dentes e dormi, porque além de escuro, precisava descansar depois de um dia cheio. Pedalei bastante, 94,08km em 5h15. Mas como pode se notar novamente, é bem mais tranqüilo pedalar por aqui. E esse tempo é o total, contando quando ando mais devagar nas cidades, até empurrando a bike algumas vezes.
E os gastos do dia foram relativamente baixos, teve o pseudo-café-da-manhã por 1,65€, o sanduíche por 3,5€, o jantar da La Mia Caline (sanduíche e maxi pain au chocolat) 5€, o capuccino 1€, o camping 4,60€ e o jantar que foi o supra-sumo dos gastos 16,50€, o que totaliza 36,25€. Foi bastante sim. Tenho que dar uma maneirada de novo.


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