Vigésimo sétimo dia (18/08): de Chinon a Vouvray

Sexta-feira, a última que passo aqui na França, porque agora tá assim, contagem regressiva para voltar. Será um pouco complicado eu acho, pois terei que ir direto de Orléans até Amsterdã, passando por Paris, o que vai dar um pouco de trabalho, pedalar de uma estação a outra. O pior mesmo é desmontar a bike, mas vou fazer meio nas coxas, que nem a outra vez. Só mesmo quando for embarcar no avião é que terei que fazer direitinho, mas aí vale a pena.
Acordei, sem comer nada, entrevistei a família belga que viaja de bicicleta, porque vi que eles já estavam ensacando as coisas pra ir embora, seguir viagem. Falei com o chefe da família, o Sr. Serge Pecheur e a esposa dele, Sra. Marie-Helene Pecheur, ele médico, ela veterinária. Foram muitos simpáticos, falaram umas coisas interessantes e acho que isso vai acrescentar bastante no documentário. Uma família toda que viaja de bicicleta e ainda fica em campings.
Depois disso ainda lavei algumas roupas na máquina que tem no camping, o problema foi que eu não tinha nenhum produto, acabei jogando um sabonete líquido, um gel de banho mesmo, mas acho que o próprio calor e mexidas que deu na máquina já ajudou bastante na limpeza, pelo menos tirou aquele grosso. A toalha de banho já estava muito usada, porque nem no sol mais eu estava deixando. Aí começou a ficar complicado. Agora deixo a toalha na parte de cima, na bicicleta, pegando sol e ventilando um pouco. Está dando certo porque ela seca e fica nova denovo.
Tinha amanhecido um dia lindo, sol brilhando, nem deu vontade de ir embora, guardar as coisas, deu vontade de ficar ali apreciando um pouco mais tudo aquilo. Mas mal deu tempo de pensar isso e o tempo fechou. Aqui é assim, com esse tanto de vento que tem, as coisas mudam muito rápido, e se não estiver preparado, molha mesmo. E passa rápido, isso que é engraçado e problemático. Às vezes uns 20 minutos de chuva faz molhar tudo e depois o resto do dia fica sol e nublado. Mas já está tudo molhado.
Depois de ter feito tudo isso, ainda fui ao centro da cidade, que bastava atravessar a ponte, procurar alguma padaria pra comer alguma coisa. Achei uma, comprei sanduíche e um pain au chocolat, estou gostando desse pain au chocolat, como todo dia. Quando tem o Maxi então, é uma maravilha. Comi na borda do Loire, observando o rio e o tempo. E pelo visto ia chover mesmo. Apesar disso era preciso ir. Achei que daria tempo de seguir um pouco pelo menos. E foi só um pouco mesmo. Subi um morrinho e logo veio a chuva. Parei num ponto de ônibus às 11h08 e esperei. Nem sabia ao certo se era por lá mesmo o caminho, mas tudo levava a crer que sim, porque me perdi um pouco pra sair da cidade, como já está de costume. As indicações às vezes são um pouco complicadas, mas vamos que vamos. Pelo menos eu já tinha comido, e não faria tantos quilômetros hoje, além do que creio que o percurso não é dos piores. Ruim estava só o tempo mesmo, caiu uma aguaceira tremenda, parecia que ficaria o dia todo assim, pra qualquer lado que eu olhasse estava tudo fechado. E eu lá, no ponto de ônibus sentado, esperando. Uma senhora chegou, ficou 1 minuto, abriu o guarda-chuva e continuou. Depois um casal de jovens do outro lado da rua sentou um pouco e continuaram na chuva mesmo. E os carros passando, o tempo passando. Começou de leve e depois choveu muito mesmo, ainda bem que fiquei lá, se não seria outro desastre, isso que as coisas nem estavam bem secas ainda. Não poderia molhar tudo novamente, ainda mais com tantos papéis e coisas eletrônicas. Eu colocava uns plásticos, mas isso não adiantava muito, por causa do vento e da água que respingava de baixo pra cima.
Poucos dias aqui na França e, no Loire mais especificamente, e já estou me habituando ao esquema das chuvas. Basta sentir o vento de onde vem, se for de lado onde estão as nuvens carregadas, o que normalmente acontece, é porque vem chuva e é bom procurar abrigo se não quiser se molhar, porque o vento faz molhar tudo, mesmo com guarda-chuva, isso se ele não desmontar. E eu ainda esperando passar, dessa vez parecia que ela veio com vontade mesmo de molhar. Fiquei até às 11h45 sentado esperando e observando o movimento, foi a hora em que tudo parecia ter entrado na maior das calmarias, o vento continuava, mas a chuva já tinha passado. Resolvi ir, com alguns plásticos por cima, os mapas ensacados também, porque ainda sobra a água da pista que levanta ao andar e quando os carros passam, então é bom proteger. E realmente deu certo, tudo chegou seco e salvo em Azay-le-Rideau, onde começou a cair uns pingos novamente. Aproveitei a parada de abrigo da chuva pra comer umas batatas e mal tinha acabado o sol voltou com força total.
Tirei foto do castelo e continuei, não quis ficar muito aí, porque tenho muita coisa pra ver ainda e muito chão pra andar. E dependendo do clima, pode ser que os meus planos vão por água abaixo, literalmente.
A próxima cidade foi Villandry, pedalei à toa, porque o castelo fica escondido atrás de uns verdes, não dava pra ver nada. Dei um pulo e bati uma foto, mas ficou meio tosca e tremida, vou tentar pegar de algum catálogo ou internet mesmo, só pra ilustrar. E pra completar, começou a chover novamente. Hoje tava um dia complicado, chovia e parava a toda hora. O problema é que eu já estava a caminho da outra cidade, então tive que procurar qualquer lugar na rodovia mesmo pra me abrigar, ainda bem que achei uma passarela e fiquei lá mesmo. Sem muito conforto, de pé, com a bike querendo cair a toda hora, porque era meio inclinado, coloquei uma pedra na pneu e segurou. Aí veio outro problema, eu precisava ir no banheiro e ali não tinha como fazer. Ficava muito na beirada da rodovia e não tinha nenhum cantinho, e a chuva não passava, vinha o vento frio, eu ainda comi e bebi mais, tava complicado, mas segurei firme e forte. Acho que fiquei uns 20 minutos ali debaixo esperando em pé e querendo ir ao banheiro. Logo mais a frente pude realizar o meu desejo e seguir mais tranqüilo e mais leve até Tours.
Os quilômetros rendem muito no Vale do Loire, porque é muito plaino e não tem muito vento contra, dava pra pedalar a mais de 20km/h, às vezes 30km/h sem esforço, isso faz render muito, ainda com a paisagem linda, passa muito rápido, quando eu via, já tinha feito mais
10km. Em relação a outros percursos que eu fazia média de 10km/h ou menos, esse aqui era perfeito. Acho que por isso tem tanto ciclista, ciclo turista e roteiro para bicicletas aqui no Vale do Loire, tem roteiros específicos para seguir o rio, ver os castelo, andar pelas matas, é só escolher.
Em Tours, aproveitei pra sacar mais dinheiro. Fiz algumas compras ao longo do dia, no jantar até esbanjei e comprei um vinho meia garrafa de Saumur Champigny pra beber e cair de novo. Ainda mais depois por tudo que passei nesse dia, de tanto chuva que tive que desviar, esperar, isso foi me deixando estressado, sem saber se daria certo pra chegar até onde planejei. A quilometragem parece muita, mas foi bem tranqüila de ser feita, tanto que os 77,48km eu fiz em 4h08. E somando os gastos de café-da-manhã 3,75€, umas compras 3,19€, camping 5,5€ e mais compras pro jantar 8,87€ foi bem na média.
Ao todo gastei 21,31€, acho que tá bom levando em conta tudo o que comprei.
Acordei, sem comer nada, entrevistei a família belga que viaja de bicicleta, porque vi que eles já estavam ensacando as coisas pra ir embora, seguir viagem. Falei com o chefe da família, o Sr. Serge Pecheur e a esposa dele, Sra. Marie-Helene Pecheur, ele médico, ela veterinária. Foram muitos simpáticos, falaram umas coisas interessantes e acho que isso vai acrescentar bastante no documentário. Uma família toda que viaja de bicicleta e ainda fica em campings.
Depois disso ainda lavei algumas roupas na máquina que tem no camping, o problema foi que eu não tinha nenhum produto, acabei jogando um sabonete líquido, um gel de banho mesmo, mas acho que o próprio calor e mexidas que deu na máquina já ajudou bastante na limpeza, pelo menos tirou aquele grosso. A toalha de banho já estava muito usada, porque nem no sol mais eu estava deixando. Aí começou a ficar complicado. Agora deixo a toalha na parte de cima, na bicicleta, pegando sol e ventilando um pouco. Está dando certo porque ela seca e fica nova denovo.
Tinha amanhecido um dia lindo, sol brilhando, nem deu vontade de ir embora, guardar as coisas, deu vontade de ficar ali apreciando um pouco mais tudo aquilo. Mas mal deu tempo de pensar isso e o tempo fechou. Aqui é assim, com esse tanto de vento que tem, as coisas mudam muito rápido, e se não estiver preparado, molha mesmo. E passa rápido, isso que é engraçado e problemático. Às vezes uns 20 minutos de chuva faz molhar tudo e depois o resto do dia fica sol e nublado. Mas já está tudo molhado.
Depois de ter feito tudo isso, ainda fui ao centro da cidade, que bastava atravessar a ponte, procurar alguma padaria pra comer alguma coisa. Achei uma, comprei sanduíche e um pain au chocolat, estou gostando desse pain au chocolat, como todo dia. Quando tem o Maxi então, é uma maravilha. Comi na borda do Loire, observando o rio e o tempo. E pelo visto ia chover mesmo. Apesar disso era preciso ir. Achei que daria tempo de seguir um pouco pelo menos. E foi só um pouco mesmo. Subi um morrinho e logo veio a chuva. Parei num ponto de ônibus às 11h08 e esperei. Nem sabia ao certo se era por lá mesmo o caminho, mas tudo levava a crer que sim, porque me perdi um pouco pra sair da cidade, como já está de costume. As indicações às vezes são um pouco complicadas, mas vamos que vamos. Pelo menos eu já tinha comido, e não faria tantos quilômetros hoje, além do que creio que o percurso não é dos piores. Ruim estava só o tempo mesmo, caiu uma aguaceira tremenda, parecia que ficaria o dia todo assim, pra qualquer lado que eu olhasse estava tudo fechado. E eu lá, no ponto de ônibus sentado, esperando. Uma senhora chegou, ficou 1 minuto, abriu o guarda-chuva e continuou. Depois um casal de jovens do outro lado da rua sentou um pouco e continuaram na chuva mesmo. E os carros passando, o tempo passando. Começou de leve e depois choveu muito mesmo, ainda bem que fiquei lá, se não seria outro desastre, isso que as coisas nem estavam bem secas ainda. Não poderia molhar tudo novamente, ainda mais com tantos papéis e coisas eletrônicas. Eu colocava uns plásticos, mas isso não adiantava muito, por causa do vento e da água que respingava de baixo pra cima.
Poucos dias aqui na França e, no Loire mais especificamente, e já estou me habituando ao esquema das chuvas. Basta sentir o vento de onde vem, se for de lado onde estão as nuvens carregadas, o que normalmente acontece, é porque vem chuva e é bom procurar abrigo se não quiser se molhar, porque o vento faz molhar tudo, mesmo com guarda-chuva, isso se ele não desmontar. E eu ainda esperando passar, dessa vez parecia que ela veio com vontade mesmo de molhar. Fiquei até às 11h45 sentado esperando e observando o movimento, foi a hora em que tudo parecia ter entrado na maior das calmarias, o vento continuava, mas a chuva já tinha passado. Resolvi ir, com alguns plásticos por cima, os mapas ensacados também, porque ainda sobra a água da pista que levanta ao andar e quando os carros passam, então é bom proteger. E realmente deu certo, tudo chegou seco e salvo em Azay-le-Rideau, onde começou a cair uns pingos novamente. Aproveitei a parada de abrigo da chuva pra comer umas batatas e mal tinha acabado o sol voltou com força total.
Tirei foto do castelo e continuei, não quis ficar muito aí, porque tenho muita coisa pra ver ainda e muito chão pra andar. E dependendo do clima, pode ser que os meus planos vão por água abaixo, literalmente.
A próxima cidade foi Villandry, pedalei à toa, porque o castelo fica escondido atrás de uns verdes, não dava pra ver nada. Dei um pulo e bati uma foto, mas ficou meio tosca e tremida, vou tentar pegar de algum catálogo ou internet mesmo, só pra ilustrar. E pra completar, começou a chover novamente. Hoje tava um dia complicado, chovia e parava a toda hora. O problema é que eu já estava a caminho da outra cidade, então tive que procurar qualquer lugar na rodovia mesmo pra me abrigar, ainda bem que achei uma passarela e fiquei lá mesmo. Sem muito conforto, de pé, com a bike querendo cair a toda hora, porque era meio inclinado, coloquei uma pedra na pneu e segurou. Aí veio outro problema, eu precisava ir no banheiro e ali não tinha como fazer. Ficava muito na beirada da rodovia e não tinha nenhum cantinho, e a chuva não passava, vinha o vento frio, eu ainda comi e bebi mais, tava complicado, mas segurei firme e forte. Acho que fiquei uns 20 minutos ali debaixo esperando em pé e querendo ir ao banheiro. Logo mais a frente pude realizar o meu desejo e seguir mais tranqüilo e mais leve até Tours.
Os quilômetros rendem muito no Vale do Loire, porque é muito plaino e não tem muito vento contra, dava pra pedalar a mais de 20km/h, às vezes 30km/h sem esforço, isso faz render muito, ainda com a paisagem linda, passa muito rápido, quando eu via, já tinha feito mais
10km. Em relação a outros percursos que eu fazia média de 10km/h ou menos, esse aqui era perfeito. Acho que por isso tem tanto ciclista, ciclo turista e roteiro para bicicletas aqui no Vale do Loire, tem roteiros específicos para seguir o rio, ver os castelo, andar pelas matas, é só escolher.Em Tours, aproveitei pra sacar mais dinheiro. Fiz algumas compras ao longo do dia, no jantar até esbanjei e comprei um vinho meia garrafa de Saumur Champigny pra beber e cair de novo. Ainda mais depois por tudo que passei nesse dia, de tanto chuva que tive que desviar, esperar, isso foi me deixando estressado, sem saber se daria certo pra chegar até onde planejei. A quilometragem parece muita, mas foi bem tranqüila de ser feita, tanto que os 77,48km eu fiz em 4h08. E somando os gastos de café-da-manhã 3,75€, umas compras 3,19€, camping 5,5€ e mais compras pro jantar 8,87€ foi bem na média.
Ao todo gastei 21,31€, acho que tá bom levando em conta tudo o que comprei.



0 Comments:
Postar um comentário
<< Home