Oitavo dia: rumo a Genève
Acordei cedo, lá pelas 7h, arrumei o resto das coisas e fui tomar café. Quando cheguei lá estava sozinho, mas uns minutos depois quem apareceu por lá? Sim, o ser estranho. Mas nem dei bola, porque sabe Deus de onde saiu aquilo. Tomei café rapidamente pra não me atrasar, peguei dois potinhos de doce pra comer com pão mais tarde. Porque se eu for comprar, terei que comprar um grande, e ficar carregando isso por aí é ruim, por isso compro o que irei consumir no dia ou até o próximo no máximo, mais que isso fica difícil de levar na bike, não tenho muito espaço sobrando. Depois me despedi do senhor alemão e coloquei tudo na bike. Em menos de 10 minutos cheguei a Gare Centrale, procurei de onde sairia o trem, tive que subir uma escada rolante com a bike e cheio de bagagens, mas foi só acionar o freio e deu tudo certo. O problema ficou por conta do bilhete que esqueci de fazer a compostagem, ou sei lá qual é o termo em português. Tive que voltar por uma escada normal, mas pra baixo todo santo ajuda, fiz o negócio e subi novamente. Procurei em qual vagão eu poderia levar a bicicleta, descobri que era em qualquer vagão, mas o problema é que ela ia na vertical e eu cheio de alforjes e bolsas, deixei ela na horizontal mesmo, o cara veio encher o saco falando que tava trancando o caminho, aí dei uma ajeitada nela, tirei a bolsa do guidão e deixei assim mesmo.
Nisso eu já estava suando tanto que devo ter perdido uns 3 litros de água só nessa ida até a Gare e feito a arrumação da bike.
Mas as poltronas eram bem confortáveis e pude me sentar próximo a porta pra olhar a bike.
O trem passou devagar próximo a uma cidade e tinha um trem carregado de BMWs, o trem ia passando e as BMWs do lado, lotado, devia ter uns 14 vagões com carros, de todos os modelos.
Aí veio o cara do bilhete checar o meu, ele falou qualquer coisa, só entendi que ele falou: passaporte. Aí lá fui eu pegar o meu passaporte na bolsinha, entreguei a ele, checou e agradeceu, sem problemas.
Estou escrevendo isso dentro do trem mesmo, é bom pra passar a viagem mais rápido, já que não tem muito o que fazer alem de esperar e ver a paisagem verde varrido.
Cheguei em Basel, já é Suíça, passei pela fronteira aduaneira, olharam o passaporte e liberaram. O problema é que a maioria fala em alemão aqui, fica meio difícil entender as coisas, é tudo em alemão, mas tem também em francês, mas acho que eles não gostam muito aqui.O trem passou devagar próximo a uma cidade e tinha um trem carregado de BMWs, o trem ia passando e as BMWs do lado, lotado, devia ter uns 14 vagões com carros, de todos os modelos.
Aí veio o cara do bilhete checar o meu, ele falou qualquer coisa, só entendi que ele falou: passaporte. Aí lá fui eu pegar o meu passaporte na bolsinha, entreguei a ele, checou e agradeceu, sem problemas.
Estou escrevendo isso dentro do trem mesmo, é bom pra passar a viagem mais rápido, já que não tem muito o que fazer alem de esperar e ver a paisagem verde varrido.
Mas uma coisa é certeza, em qualquer cidade que se vá, sempre vai ter a igrejinha, o carteiro de bicicleta amarela, muitas flores, casinhas meigas, museu de alguma coisa e uma linha de trem. E claro, habitantes defendendo sua região como a melhor, com alguma coisa específica da região. Aqui em Basel, por ter influência alemã, mais do que em Strasbourg, tem muita vendinha de Döner Kebab, agora que conheço não passo mais fome, gastando pouco ainda.
Depois de ter encontrado o trem que vai para o aeroporto de Genève, esperei ele chegar. Uns 15 minutos antes da partida ele parou na estação. Dessa vez entrei no último vagão pra não ter problemas em trancar passagem de ninguém, espero que tudo ocorra bem. Dessa vez acho que vou sentado em frente a ela mesmo, tem um banquinho de madeira, não é muito confortável, mas a viagem não demora tanto assim também.
E pontualmente as 11h05 o trem se prepara pra partir. É uma coisa de louco como isso funciona pontualmente. Pelo menos tenho uns mantimentos comigo, chegando lá compro a passagem pra Lyon, deixo as coisas no albergue e dou uma volta pela cidade.
Os trens que peguei de Strasbourg até Genève eram bem melhores do que o que peguei de Paris a Nancy. Mas por mim, tanto faz, chegando lá tá bom.
Só espero poder usar a internet de graça no albergue ou pelo menos achar um lugar com wifi. Se bem que preciso transferir as imagens da câmera para o SD do PocketPC. Bem que a Amanda poderia ter enviado o endereço dela, vou ver se procuro na lista, mas acho difícil ter o sobrenome delas lá, elas devem morar de aluguel. E também nem tenho tanto tempo assim.
É muito interessante como em apenas 1h e pouco de trem muda tanto o idioma e a cultura. Aqui na Europa realmente é uma coisa de louco o tanto de coisas diferentes que se tem pra aprender, fazer, ver, não tem como ficar parado, tudo inspira mobilidade, conhecimento e cultura.
Eu na minha, só esperando o trem chegar a Genève, a mulher com cara de militar pede o bilhete, entrego à ela. Ela pergunta, então se a bicicleta é minha, acho que seria o óbvio, só eu lá no vagão inteiro. Mas tudo bem, é sempre bom confirmar. Aí ela me pede o bilhete da bicicleta. E eu sem entender nada... Ela disse que precisa de reserva pra bicicleta, mas eu nem sabia disso, quando comprei a passagem disse que levaria a bicicleta e a moça que me vendeu disse que eu poderia transportar sem problemas. Paguei mais 32,12 euros, só pra levar a bicicleta... Mas como assim!??!?! Que boston, desse jeito não tem como economizar. Vou ter que alterar o roteiro novamente pra fazer mais em pedal mesmo. Visitar menos cidades grandes e ir direto pra pontos mais distantes. Acho que o fato da Amanda não ter enviado o e-mail com o endereço já foi um sinal pra eu não me meter a besta na Suíça, mas agora é aproveitar e ver no que dá, pelo menos já tenho o albergue reservado, só não sei quanto custará em euros, porque eles trabalham com francos suíços, apesar de aceitarem euros e darem o troco em francos suíços. Amanhã vou pra Lyon e depois nem sei mais... Terei que pensar em algo.




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