Quinto dia: rumo a Sarrebourg

Acordei mais ou menos no horário de sempre, na verdade, levantei às 6h e pouco, mas voltei a dormir e só levantei mesmo às 8h e pouco. Desci pra tomar o café da manhã que estava incluso nos 13,40 euros. Sentei perto de uma moça e comecei a falar com ela. Ela é enfermeira na Alemanhã e ia passar uns dias em Nancy. O bom é que como a língua dela é o alemão, ela também falava um pouco mais devagar o francês, então foi fácil compreender o que ela dizia, qualquer coisa era só ir tentando ou falar a palavra em inglês e pronto.
Com tudo arrumado peguei a bike e encarei o tempo que estava fechado, mas nem chegou a chover, deu uns pingos. Foi bom pra testar as malas e alforges da Pró Bike. Na saída cheguei perto da autoroute e pedi informação para um senhor que estava arrumando umas coisas no carro. Ele foi bem preciso e me passou uma lista de cidades que eu devia seguir nas placas. As pessoas conhecem muito bem a região onde moram, inclusive os caminhos alternativos para se ir de bicicleta. Não teve erro, passei por Laneuveville, Saint Nicolas (comprei umas maçãs numa vendinha, muito boas e caíram bem, comprei um suco Minute Maid na máquina também), Dombasle, Luneville. Um pouco antes de Luneville, eu já havia andado quase 40km, era pouco mais de meio dia e eu estava achando que ainda tinha muito chão e subida até a cidade, então parei num restaurante de beira de estrada e almocei por lá mesmo. Foi uma boa escolha. Comprei uma garrafa de água de 1,5l e comi um prato muito bom de comida, com peixe, arroz, verduras, batata frita e uma torta de batata com ovo, tudo isso por pouco mais de 10 euros.
Esperei um pouco, fazer a digestão, depois segui o caminho calmamente.
Quando cheguei a Luneville pedi informação novamente e uma moça num café me deu o nome de outrtas cidades que eu deveria me orientar. Passei por Chanteheux, Marainviller, Thiebaumenil, Benamenil e depois peguei a direção a Blamant, desse ponto em diante ficava fácil chegar a Sarrebourg.
E tem um fato muito interessante a ser ressaltado. Porque essas cidades na verdade são uns vilarejos, tem entre 400 e 600 habitantes apenas. Quando eu estava no quilômetro 68 do percurso, minha reserva de água estava se acabando e ainda tinha uns 5km pra chegar até uma cidade maior. Parei e pedi água para um senhor que estava cortando um verde fora de casa. Achei que ele fosse me dar um copo ou qualquer coisa assim, mas ele começou a perguntar de onde eu vinha, pra onde ia e tal, então expliquei tudo e ele me convidou pra entrar na casa dele, no quintal. A esposa dele veio com suco, pêssego, muito bom por sinal, e água numa garrafa e ainda encheu as minhas duas outras garrafas, de 1,5l e de 75cl. Conversamos um pouco sobre algumas coisas, trocamos e-mails e eu tirei uma foto do casal. Tinha pensado até em entrevistar, mas acho que uma foto já tá bom. Ele perguntou até se eu queria usar internet, achei muito interessante isso, internet naquela cidadezinha tão pequena no meio do nada.
A coisa mais marcante foi a última frase que ele disse: quando você estiver aqui por perto, venha nos visitar.
Depois disso nem senti o cansaço pelos próximos 5km. Mas começaram a aparecer muitas subidas e nenhuma sombra. O espaço pra andar era pouco, mas os carros e caminhõs davam bastante espaço sempre, em todo trajeto.
Quando finalmente cheguei a Sarrebourg segui as placas para a Centre Ville, fui procurar um hotel, mas o primeiro que vi não tinha ninguém atendendo. É muito estranho porque o sol ainda está alto e são quase 19h. Indicaram-me o Hotel Cactus, disseram que era barato, porque ele é meio isolado da cidade, fica na beira da rodovia N4 que vai pra Strasbourg. Só que pra minha surpresa a diária é de 31,90 euros sem café da manhã, se quiser, são mais 4,40 euros. E o único lugar que vi aqui perto pra comer era o McDonald's. Resolvi ir lá mesmo, não estava a fim de voltar ao centro da cidade só pra comer, porque já são quase 21h e eu estou bem cansado mesmo.
Depois de ter rodado 114km num dia e ter que encarar mais uns 60 e poucos amanhã, voltei ao hotel, escrevi isso e já são quase 22h e só agora que está ficando realmente escuro. O problema é que não achei internet, então espero chegar relativamente cedo em Strasbourg e procurar o albergue, espero também que seja mais barato e bom, e que eu consiga um quarto só pra mim. Aí darei umas voltas e comprarei a passagem de trem ou TGV pra Genève (Genebra, Suíça) e vou ver se consigo o endereço da Amanda (uma antiga conhecida minha, que está morando lá).
Bom, hoje foi um dia de pedal total. Passei por muitos lugares lindos, conheci pessoas realmente interessantes que estão dispostas a ajudar e vi que pelo menos uma vez na vida consegui fazer mais de 100km num dia de bike levando um monte de coisas.
O problema é que fiquei isolado do mundo aqui, apesar de ter TV no quarto. Queria pesquisar e reservar algum albergue pra não ter o mesmo tipo de problema que tive em Paris e aqui. Acima de tudo, saber se meu amore mandou algum e-mail, mas só amanhã. Aí mandarei mais umas fotos pra ela e pro pessoal lá em casa. Afinal de contas, logo logo o meu amore estará de volta ao Brasil e vou tentar usar o skype pra falar com ela.
Com tudo arrumado peguei a bike e encarei o tempo que estava fechado, mas nem chegou a chover, deu uns pingos. Foi bom pra testar as malas e alforges da Pró Bike. Na saída cheguei perto da autoroute e pedi informação para um senhor que estava arrumando umas coisas no carro. Ele foi bem preciso e me passou uma lista de cidades que eu devia seguir nas placas. As pessoas conhecem muito bem a região onde moram, inclusive os caminhos alternativos para se ir de bicicleta. Não teve erro, passei por Laneuveville, Saint Nicolas (comprei umas maçãs numa vendinha, muito boas e caíram bem, comprei um suco Minute Maid na máquina também), Dombasle, Luneville. Um pouco antes de Luneville, eu já havia andado quase 40km, era pouco mais de meio dia e eu estava achando que ainda tinha muito chão e subida até a cidade, então parei num restaurante de beira de estrada e almocei por lá mesmo. Foi uma boa escolha. Comprei uma garrafa de água de 1,5l e comi um prato muito bom de comida, com peixe, arroz, verduras, batata frita e uma torta de batata com ovo, tudo isso por pouco mais de 10 euros.
Esperei um pouco, fazer a digestão, depois segui o caminho calmamente.
Quando cheguei a Luneville pedi informação novamente e uma moça num café me deu o nome de outrtas cidades que eu deveria me orientar. Passei por Chanteheux, Marainviller, Thiebaumenil, Benamenil e depois peguei a direção a Blamant, desse ponto em diante ficava fácil chegar a Sarrebourg.
E tem um fato muito interessante a ser ressaltado. Porque essas cidades na verdade são uns vilarejos, tem entre 400 e 600 habitantes apenas. Quando eu estava no quilômetro 68 do percurso, minha reserva de água estava se acabando e ainda tinha uns 5km pra chegar até uma cidade maior. Parei e pedi água para um senhor que estava cortando um verde fora de casa. Achei que ele fosse me dar um copo ou qualquer coisa assim, mas ele começou a perguntar de onde eu vinha, pra onde ia e tal, então expliquei tudo e ele me convidou pra entrar na casa dele, no quintal. A esposa dele veio com suco, pêssego, muito bom por sinal, e água numa garrafa e ainda encheu as minhas duas outras garrafas, de 1,5l e de 75cl. Conversamos um pouco sobre algumas coisas, trocamos e-mails e eu tirei uma foto do casal. Tinha pensado até em entrevistar, mas acho que uma foto já tá bom. Ele perguntou até se eu queria usar internet, achei muito interessante isso, internet naquela cidadezinha tão pequena no meio do nada.
A coisa mais marcante foi a última frase que ele disse: quando você estiver aqui por perto, venha nos visitar.
Depois disso nem senti o cansaço pelos próximos 5km. Mas começaram a aparecer muitas subidas e nenhuma sombra. O espaço pra andar era pouco, mas os carros e caminhõs davam bastante espaço sempre, em todo trajeto.
Quando finalmente cheguei a Sarrebourg segui as placas para a Centre Ville, fui procurar um hotel, mas o primeiro que vi não tinha ninguém atendendo. É muito estranho porque o sol ainda está alto e são quase 19h. Indicaram-me o Hotel Cactus, disseram que era barato, porque ele é meio isolado da cidade, fica na beira da rodovia N4 que vai pra Strasbourg. Só que pra minha surpresa a diária é de 31,90 euros sem café da manhã, se quiser, são mais 4,40 euros. E o único lugar que vi aqui perto pra comer era o McDonald's. Resolvi ir lá mesmo, não estava a fim de voltar ao centro da cidade só pra comer, porque já são quase 21h e eu estou bem cansado mesmo.
Depois de ter rodado 114km num dia e ter que encarar mais uns 60 e poucos amanhã, voltei ao hotel, escrevi isso e já são quase 22h e só agora que está ficando realmente escuro. O problema é que não achei internet, então espero chegar relativamente cedo em Strasbourg e procurar o albergue, espero também que seja mais barato e bom, e que eu consiga um quarto só pra mim. Aí darei umas voltas e comprarei a passagem de trem ou TGV pra Genève (Genebra, Suíça) e vou ver se consigo o endereço da Amanda (uma antiga conhecida minha, que está morando lá).
Bom, hoje foi um dia de pedal total. Passei por muitos lugares lindos, conheci pessoas realmente interessantes que estão dispostas a ajudar e vi que pelo menos uma vez na vida consegui fazer mais de 100km num dia de bike levando um monte de coisas.
O problema é que fiquei isolado do mundo aqui, apesar de ter TV no quarto. Queria pesquisar e reservar algum albergue pra não ter o mesmo tipo de problema que tive em Paris e aqui. Acima de tudo, saber se meu amore mandou algum e-mail, mas só amanhã. Aí mandarei mais umas fotos pra ela e pro pessoal lá em casa. Afinal de contas, logo logo o meu amore estará de volta ao Brasil e vou tentar usar o skype pra falar com ela.

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