Relatos de viagens ciclísticas.

terça-feira, agosto 29, 2006

Segundo dia: em Paris


Estou aprendendo bem o inglês aqui em Paris. Todo mundo fala inglês, menos eu. Eu começo a falar em francês, as pessoas acham que sou americano tentando falar francês, aí eles perguntam se eu falo inglês, e logo vem a decepção. Mas também falo um pouco de francês, pra pedir informação, comprar comida, passe de metro, essas coisas.
Hoje peguei a bike e fui dar o super role básico. Tracei um roteiro e fui na coragem e na vontade pra poder ver os principais e mais famosos pontos turísticos da capital francesa.
Passei na Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Champs-Elysée, Jardin de Tueilleurs, Pantheon, Museu do Louvre e Museu D'Orsay, mas só por fora, Catedral de Notre Dame, Jardin de Luxemburgo e outros lugares mais. Esses foram os principais, não por ordem de importância, mas por ordem de visita mesmo. Filmei tudo, tirei algumas fotos também. Fotos não muitas, já filmagem, deu 1h20. E como estava gravando em SP, lá se foi uma fita e meia praticamente. Mas valeu a pena, porque é tudo muito lindo. Dá vontade de fotografar tudo, filmar tudo, cada detalhe, mas não tem como, é muita coisa.
Espero que fique bom o documentário.
Andei uns 30 km hoje nesses pontos. Só fico imaginando se tivesse ido a pé, teria sido uma canseira total. De bike foi super fácil, levei lanchinho, mas qualquer coisa poderia ter parado em algum lugar, como fiz na Torre Eiffel e comi um sanduíche com Coca Light, é caro em qualquer lugar, então tanto faz.
Depois voltei ao albergue, tomei banho, arrumei as coisas e saí comer pizza com um americano, um inglês e um finlandês, mas fiquei mais ouvindo do que falando, porque pra falar inglês não sou muito bom. Pra falar a verdade, nem português eu falo direto. Sem contar que foi a pizza e a cerveja mais cara que já tomei. A pizza estava boa, quase 9 euros. E a cerveja, quase 4 euros e quente. Horrível isso. Agora entendo a nova onda dos europeus tomarem mais água. É o melhor a se fazer por aqui, ainda mais com esse calor que faz no verão.
Depois voltamos ao albergue, fiquei lá com eles um tempo, ouvindo um pouco mais a conversa, mas me deu uma canseira, meu cérebro parecia que ia explodir tentando traduzir aquele monte de gente falando inglês sem parar. O melhor que fiz foi ir dormir.